Fonte: O estadão.com.br

Agência Estado

NOVA YORK - A petroleira British Petroleum (BP) informou nesta segunda-feira, 09/08/10, que não há petróleo vazando no Golfo do México, após comprovar que um teste feito ontem em suas operações de injeção de cimento para selar o poço Macondo havia sido bem sucedido. Segundo nota distribuída ontem no site da companhia, os testes de pressão indicam que o cimento efetivamente colou-se aos encanamentos, "o que era o resultado desejado".

A BP afirmou ainda que os custos relativos aos esforços para conter o vazamento já chegam a US$ 6,1 bilhões, incluindo compensações aos Estados americanos, pedidos de indenizações e custos federais.

A BP começou a injetar cimento no poço na quinta-feira, no que seria o mais recente estágio de seu processo para acabar com o problema. A operação terminou no mesmo dia à tarde, muito antes do esperado. A companhia informou que ainda vai concluir seus esforços para perfurar um poço de alívio como medida de precaução.

No domingo, a diretora do Departamento de Política de Energia e Mudança Climática da Casa Branca, Carol Browner, disse que a BP sofrerá uma "grande penalidade financeira" por causa do desastre no Golfo do México, mas recusou-se a dizer se haverá acusações criminais de negligência. "A BP será responsabilizada", contou Browner, à rede de televisão NBC.

Uma explosão ocorrida em 20 de abril em um poço ligado à plataforma de perfuração Deepwater Horizon matou 11 funcionários da petroleira e provocou o derramamento de 4,9 milhões de barris de petróleo no mar, o que se tornou o pior vazamento costeiro na história dos EUA. Desse total, apenas cerca de 800 mil teriam sido recuperados e canalizados para navios.

Penalidades

Os números são importantes para determinar a penalidade que a empresa receberá. De acordo com a Lei Água Limpa, as multas por barril derramado podem variar de US$ 1,1 mil a US$ 4,3 mil, caso seja comprovada negligência, o que significa que a BP, em teoria, pode ser multada em até US$ 17,6 bilhões pelos 4,1 milhões de barris que ficaram no mar.

Browner, no entanto, foi evasiva com relação ao possível encaminhamento da acusação de negligência contra a empresa. "Não vou comentar a investigação do Departamento de Justiça" sobre as ações da BP que foram tomadas antes e depois do vazamento, disse. As informações são da Dow Jones.


 

  Terça , 20 de Julho 2010 , 03:34
  Vazamento de óleo continua em alguns pontos
 
 
vazamento de óleo no Golfo do México desde quinta-feira, dia 15, engenheiros da BP encontraram um vazamento a 3 km do poço estragado.

O governo dos Estados Unidos, que está monitorando passo a passo a operação, está preocupado que a espécie de sino gigante que atua como um tampão esteja em mau estado, e que a pressão à qual é submetido agora provoque vazamentos em diferentes pontos do solo marinho, criando um novo desastre em outros pontos.

A BP sustenta que, por enquanto, não está claro se o vazamento detectado procede do poço danificado no Golfo do México após a explosão do dia 20 de abril e o afundamento da plataforma petrolífera operada pela empresa.

Segundo a companhia, esse tipo de vazamento é um fenômeno habitual no Golfo. O principal supervisor da crise do vazamento de petróleo nos Estados Unidos concedeu permissão no dia 19 para que a British Petroleum ampliasse por 24 horas os testes cruciais de pressão em seu poço danificado no Golfo do México.
 

Mancha de petróleo vista de cima, no Golfo do México - (SPENCER PLATT)

Tempestade ameaça aumentar problema de derramamento de petróleo

Plantão | Publicada em 26/06/2010 às 18h23m

Reuters/Brasil Online Por Ernest Scheyder

GRANDE ISLE (Reuters) - A primeira tempestade da temporada de furacões do Oceano Atlântico ameaçou neste sábado se dirigir para o Golfo do México dentro de dias, causando uma novo problema para os trabalhos de limpeza do maior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos.

A tempestade tropical Alex não ameaça no momento os esforços para contenção e limpeza do vazamento do poço Macondo, da BP, afirmou neste sábado a maior autoridade do assunto nos EUA. Mais isso pode mudar na próxima semana, embora ainda seja cedo para dizer para onde a tempestade se encaminhará.

O desastre ambiental, assim como suas consequências para a empresa londrina, foi um dos principais assuntos da agenda do presidente norte-americano, Barack Obama, no primeiro encontro com o novo primeiro-ministro britânico, David Cameron, neste sábado.

A BP recuperou na sexta-feira cerca de 24.550 barris do poço que está vazando a 1,6 quilômetro de profundidade, pouco acima da quantidade recolhida na quinta. Cerca de dois terços do petróleo foram recolhidos, enquanto o restante vazou.

Isso elevou o total de petróleo recuperado pelos sistemas de contenção para 413 mil barris, disse a BP. Mas milhares de barris ainda vão para o mar todos os dias.

A possível aproximação da tempestade Alex ameaça complicar os esforços no local do vazamento, localizado a cerca de 80 quilômetros da costa da Louisiana, e no decorrer de praias da Louisiana até a Flórida.

Mais cedo neste sábado, a tempestade Alex tinha ventos de 65 quilômetros por hora e estava localizada cerca de 400 quilômetros a sudeste de Chetumal, no México, movendo-se em uma direção que pode levá-la para o Golfo do México.

"Nós consideramos que ela está se movendo para o oeste neste momento e não ameaça o local," disse o almirante da Guarda Costeira, Thad Allen. A BP pode ser obrigada a suspender os trabalhos de limpeza se a tempestade causar ventanias na região.

 

 

Retirado do o globo.

Petroleiras nos EUA não sabem
lidar com acidentes, diz parlamentar- fonte G1

Planos de resposta de empresas seriam apenas 'exercícios teóricos'.

BBC

O parlamentar americano Henry WaxmanO parlamentar americano Henry Waxman
(Foto: Chris Kleponis / AFP - 20-3-2010)

Grandes petroleiras que operam na costa americana são tão despreparadas quanto a British Petroleum (BP) para lidar com vazamentos de petróleo, declarou nesta terça-feira (15) o chefe de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, Henry Waxman.

Waxman disse à Subcomissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes (deputados federais) que ExxonMobil, Chevron, ConocoPhillips e Shell têm planos de resposta idênticos aos da BP. A petroleira vem tentando conter o vazamento em uma plataforma que explodiu e afundou no Golfo do México em abril.

Na abertura da sessão da comissão, que discutiu perfurações de petróleo em alto mar, Waxman disse que as outras empresas "não estão mais preparadas que a BP para lidar com vazamentos" e que seus planos de emergência seriam apenas "exercícios teóricos".

"A BP falhou miseravelmente quando confrontada com um vazamento real e nos perguntamos se (as outras) fariam melhor", disse.

Vício
Waxman repetiu uma declaração já feita anteriormente pelo ex-presidente americano George W. Bush, que disse que os Estados Unidos são "viciados em petróleo".

"Esse vício está destruindo nossas praias, poluindo a atmosfera e pondo em risco nossa segurança nacional."

A plataforma Deepwater Horizon explodiu no dia 20 de abril, matando 11 empregados e iniciando o vazamento que calcula-se que esteja despejando diariamente cerca de 35 mil barris de petróleo no Golfo.

Uma espécie de funil coletor colocado sobre o poço, localizado a 1,5 mil metros de profundidade, estaria capturando cerca de 15 mil barris por dia de petróleo.

Complacência
Presidentes de petroleiras, incluindo o chefe da BP nos Estados Unidos, Lamar McKay, compareceram ao comitê nesta terça-feira, e todos garantiram que suas empresas estão comprometidas com procedimentos de segurança.

"Nós não realizamos operações se não pudermos fazer isso com segurança", disse Rex Tillerson, principal executivo da ExxonMobil.

O presidente da BP nos Estados Unidos, Lamar McKay, pediu desculpas pelo vazamento no Golfo, mas não confirmou se a empresa pretende criar um fundo especial para compensar as vítimas, como pedido pelo governo americano.

Na quinta-feira o presidente mundial da BP, Tony Hayward, deve ser questionado pelo Congresso especificamente sobre o vazamento no Golfo do México. Ele recebeu no domingo uma carta do comitê com questões técnicas.

"Parece que a BP escolheu repetidamente procedimentos arriscados para reduzir custos, economizar tempo e fez o mínimo esforço para conter o risco adicional. Se foi isso que aconteceu, a falta de cuidado e a complacência da BP causaram um dano pesado ao Golfo, seus habitantes e aos trabalhadores no poço", disse a carta.

A carta cita comunicações internas entre engenheiros da BP, antes do acidente de 20 de abril, nas quais eles descrevem a plataforma Deepwater Horizon como sendo "um pesadelo de poço".

Devem ser questionados o projeto do poço que vazou, preparações para os testes e garantias de que o local estava suficientemente selado no topo.

Um email datado de 16 de abril sugere que a BP rejeitou o conselho de uma empresa contratada, a Halliburton, de reforçar mais a estrutura para fechar o poço. No email, um executivo da BP envolvido na decisão disse que o reforço sugerido pela Halliburton "demoraria 10 horas para ser instalado. Não gosto disso".

Outro executivo disse em um email no mesmo dia que reconhecia os riscos de prosseguir sem o reforço extra, mas disse que "quem liga? Está decidido, fim da história, provavelmente vai ficar tudo bem".

O presidente americano, Barack Obama, deve fazer um pronunciamento de TV nesta terça-feira para explicar o que o governo fará sobre a questão.

 

 

A lição do Golfo

28/05/10  | Carolina Cabral Murphy - Fundadora da MicroEmpowering.Org

 Por que uma economia de US$ 500 mil para uma empresa com valor de mercado estimado em US$ 192 bilhões em janeiro de 2010 acabará custando US$ 10 bilhões ou mais?

 

No caso do derramamento no Golfo do México, bilhões de dólares em custos de limpeza estão em jogo, e também as reputações das empresas Transocean, Anadarko, Halliburton e Cameron.

Em uma estimativa recente, um analista da Merrill Lynch mencionou que os custos para as empresas envolvidas pode chegar a US$ 31 bilhões.

Isso representa um problema gigantesco para a indústria de petróleo, que é crucial para a produção da maioria dos bens de consumo utilizados no dia a dia, como roupas, eletrônicos, garrafas de plástico e até remédios.

O petróleo faz parte da cadeia de produção de quase todos os produtos consumidos pela humanidade.

Mas como esse acidente se aplica ao Brasil? Aqui ainda existem empresários e investidores que percebem a sustentabilidade com desconfiança. Mas em um mundo globalizado, o risco ambiental e os impactos desses desastres precisam ser avaliados com seriedade.

O controle integrado desses riscos, alinhado a uma política de gerência das emissões de CO2 (gás carbônico), representa uma vantagem competitiva, e não um custo adicional para a indústria e comércio.

A indústria de petróleo é importante para o desenvolvimento regional e tem que ser parte do processo de mitigação ambiental.

Acredito que tanto a população quanto os governadores e prefeitos do Rio, São Paulo, Espírito Santo e Bahia não estão interessados em um desastre parecido.

No começo do processo, Tony Hayward, o executivo-chefe do grupo BP (British Petroleum), disse à BBC: "Essa não foi a nossa plataforma de perfuração e não foi o nosso equipamento".

Ele referia-se à plataforma construída pela Transocean. Steven Newman, CEO da Transocean - perfuradora mundial de poços de petróleo- reagiu dizendo: "Não é adequado especular sobre o que pode ter causado a falha catastrófica de uma válvula que foi cimentada com antecedência à investigação".

Outros comentários de Newman sugeriram que as empresas subcontratadas seriam responsáveis por essa parte da operação.

O projeto de cimentação foi executado pela Haliburton, empresa da qual o ex-vice-presidente dos EUA, Dick Chenny, foi presidente de 1995 a 2000.

De acordo com os depoimentos, horas depois da cimentação ter sido concluída o poço já estava ativo e os problemas de pressão começaram a ocorrer, causando a primeira explosão.

A quantidade de óleo jogado no golfo do México será capaz de danificar a produção de uma das áreas de pescaria comercial mais valiosa do mundo.

Apenas na Louisiana, os recursos financeiros provenientes da venda de frutos do mar representam uma indústria de US$ 2,4 bilhões.

Mas lamentar o ocorrido é perda de tempo. É preciso identificar as oportunidades de aprendizado para que catástrofes parecidas não ocorram no Brasil.

Daí a importância da criação de medidas para aumentar a segurança da exploração de petróleo offshore, bem como a criação de regras adicionais para usar parte dos lucros no investimento de mecanismos de redução do CO2.

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Carolina Cabral Murphy é pesquisadora da Universidade Columbia e fundadora da MicroEmpowering.Org

 

02/05/2010 23h49 - Atualizado em 03/05/2010 00h16

Vazamento de petróleo desafia a tecnologia no Golfo do México

Robôs, drenos e dispersantes são usados para tentar evitar desastre.
Quase um milhão de litros de óleo se espalha no mar por dia nos EUA.

Do G1, com informações do Fantástico

 

Às 22h do dia 20 de abril houve uma explosão no Golfo do México. Onze funcionários da empresa British Petroleum ficaram desaparecidos no acidente. Desde então, formou-se uma corrida contra aquele que pode ser tornar em breve o maior derramamento de óleo já ocorrido nos Estados Unidos, e um dos maiores da história – somando todas as manchas, a área é comparável ao tamanho de um país como Porto Rico.

O acidente ocorreu em uma região de intensa exploração de petróleo, a 65 quilômetros da costa do estado americano da Louisiana.

Quando a plataforma Deepwater Horizon pegou fogo, um sistema automático deveria ter fechado imediatamente uma válvula no fundo do mar. Deveria, mas não fechou.

O equipamento de emergência falhou e, quando a plataforma afundou, dois dias depois, a tampa do poço ficou aberta. E há 12 dias o petróleo vaza sem interrupção.

E agora que o equipamento falhou, interromper o vazamento de quase um milhão de litros de petróleo por dia no Golfo do México, e que acaba de chegar a uma reserva natural?

Bastaria girar a válvula e o poço ficaria fechado para sempre. Mas o equipamento está a mais de 1,5 mil metros de profundidade.

Robôs
E aqueles que seriam a única esperança estão há quase duas semanas tentando. Robôs submersíveis controlados à distância primeiro tentaram o mais simples: apertar um botão que fecharia a válvula. Nada feito. Eles agora usam ferramentas, como alicates e cabos conectores na tentativa de consertar o defeito.

"Temos um robô trabalhando especificamente na válvula na boca do poço. Outros estão tentando fechar os vazamentos na tubulação e temos ainda outros robôs monitorando a área para saber se não há ainda mais óleo vazando", explicou ao Fantástico a representante da British Petroleum, Marti Powers.

Perguntada por que os robôs não tiveram sucesso até agora, Mari Powers diz, simplesmente, que não tem como responder.

Em um sinal de desespero, os comandantes da operação apostam em várias estratégias ao mesmo tempo.

Dreno
Já está em construção em um estaleiro próximo uma enorme estrutura metálica, uma câmara de contenção que será colocada sobre a região onde o petróleo está vazando. Por uma espécie de dreno, o óleo contido seria levado até navios-tanque e retirado do mar.

A complexidade da outra estratégia confirma: o vazamento pode demorar meses.

Uma plataforma móvel está sendo rebocada até o local e nos próximos dias começa a perfurar um novo poço ao lado do que está vazando. Pela nova tubulação, os engenheiros pretendem injetar cimento e finalmente bloquear a passagem do petróleo pelos dutos danificados.

Demora
No começo do acidente, dizia-se que o petróleo na superfície do Golfo do México era só uma pequena quantidade, o que sobrou da plataforma perdida. Na última quinta-feira (29), nove dias depois, engenheiros perceberam que vazava quase um milhão de litros por dia. Foi só aí que o presidente Barack Obama veio a público e montou uma força tarefa do governo.

Em uma embarcação da Guarda Costeira, a equipe do Fantástico viajou quase duas horas pelo Rio Mississippi até a entrada do Golfo do México.

No caminho, os primeiros sinais da megaoperação montada para reduzir o impacto do óleo sobre a reserva ambiental que se forma em torno do rio: mais de 60 quilômetros de barreiras.

Mas a ajuda também chega pelo céu. Aviões jogam dispersantes sobre a mancha, perto de um milhão de litros até agora. É uma espécie de sabão que provoca uma reação química, quebrando o óleo em partículas menores. O óleo se dilui na água e pode ser digerido por bactérias marinhas que usam essas partículas como alimento.

"Pela primeira vez estamos usando dispersantes também na origem, no próprio poço", explica Patrick Keley. "Só assim podemos dissolver o óleo antes que ele chegue à superfície".

Em outra frente, 75 barcos e mais de duas mil pessoas tentam retirar do mar o máximo possível do petróleo derramado. Mas, apesar dos esforços, a cada segundo o volume aumenta. O combustível se espalha e muda de forma.
 

 

publicado em 31/05/2010 às 20h09:

Mais petróleo do vazamento
deve chegar à costa dos EUA

 
 

AFP/26.05.2010Foto por AFP/26.05.2010
Petróleo contamina a costa do Estado da Louisiana; vazamento da plataforma da BP já é o pior da história dos Estados Unidos

 
O petróleo que vaza de um poço da British Petroleum (BP) no golfo do México pode ameaçar na semana que vem as costas do Mississippi e do Alabama, disseram meteorologistas nesta segunda-feira (31), enquanto cresce a irritação da opinião pública ao acidente.

 

Funcionários do governo dos Estados Unidos e da BP alertam que o vazamento talvez só seja contido em agosto. Este já é o pior acidente do tipo na história do país, superando o desastre do navio Exxon Valdez em 1989, no Alasca.

O secretário de Justiça norte-americano, Eric Holder, vai se reunir nesta terça-feira (1º) com procuradores federais e estaduais em Nova Orleans. Será sua primeira visita para avaliar os danos antes de uma possível investigação criminal sobre o caso.

Ações da BP despencam

As ações da BP negociadas na Bolsa de Frankfurt tiveram queda de 7% nesta segunda-feira, após o fracasso, no fim de semana, da tentativa de "sufocar" o vazamento com lama. As Bolsas de Londres e Nova York estavam fechadas devido a um feriado.

 

Desde o início do vazamento, há 41 dias, a empresa já perdeu cerca de um quarto do seu valor de mercado, o equivalente a R$ 76,4 bilhões (US$ 42 bilhões).

 

O acidente provoca graves prejuízos econômicos e ambientais na costa sul dos EUA. A pesca e os manguezais da Louisiana foram os mais atingidos até agora, mas meteorologistas disseram que ventos moderados de sul e sudoeste nesta semana podem começar a levar a mancha de óleo para mais perto do delta do Mississippi.

No seu boletim para as próximas 72 horas, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) disse que a mancha pode se deslocar para o norte e atingir os arrecifes na costa do Mississippi e Louisiana até a próxima quinta-feira (3).

Vazamento irrita americanos

O grupo Seize BP (confisque a BP), que já realizou protestos contra a empresa, disse nesta segunda-feira que irá organizar manifestações em mais de 50 cidades dos EUA até sábado.

O grupo exige o confisco imediato do patrimônio da BP, para a criação de um fundo de indenização pelo acidente, que começou com a explosão e naufrágio de uma plataforma petrolífera no local, com saldo de 11 mortes.

"O maior dos desastres ambientais sem um fim à vista! Onze trabalhadores mortos. Milhões de galões (litros) de petróleo jorrando nos próximos meses (e possivelmente anos). Empregos sumindo. Criaturas morrendo. Um ambiente intocado destruído por gerações. Uma megacorporação que mentiu e continua mentindo, e um governo que se recusa a proteger as pessoas", disse a Seize BP em nota.

 

Pior vazamento de petróleo dos EUA chega ao 40o dia sem fim

sábado, 29 de maio de 2010 15:55 BRT
 

Por Tom Bergin e Ed Stoddard

NOVA ORLEANS/VENICE (Reuters) - O pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos chegou ao seu 40o dia neste sábado, com habitantes da região do Golfo agarrando-se à esperança de que a complicada operação da BP vai conseguir controlar bem a situação.

A operação começou na quarta-feira e envolve colocar materiais sólidos, como tiras de borracha e bolas de golfe, para tentar "entupir" o poço. A lama jogada desde quarta-feira não conteve o vazamento, mas em alguns momentos reduziu o fluxo.

A operação da BP não deu impediu a saída do fluxo de petróleo e a empresa está avaliando como continuar com ela ou se tentará outra coisa, disse o diretor de operações, Doug Suttles, no sábado.

"Eu não acho que o volume de petróleo que está saindo tenha mudado", disse ele em entrevista à imprensa. "Só de observar, não acreditamos que tenha mudado".

O presidente Barack Obama e o diretor-executivo da BP, Tony Hatward, visitaram seperadamante a região costeira do Golfo na sexta-feira, tentando lidar com uma crise que afeta a credibilidade tanto do governo norte-americano quanto da BP.

Obama enfrenta críticas às quais responde vagarosamente em relação à catástrofe ambiental no Golfo do México e garantiu aos moradores da região durante sua visita de cinco horas que eles "não vão ser deixados para trás".

Hayward visitou o local da explosão em 20 de abril que matou 11 trabalhadores e provocou o vazamento de petróleo, e disse que a gigante de energia precisa de até mais dois dias para determinar se a operação vai conter o fluxo de uma vez por todas.

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acidentes graves com petroleo, relembre:

 

Galeria de Fotos: vazamento costa americana

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